Meu amigo João Saldanha, ex-treinador da seleção brasileira, falava sempre que o maior filósofo do nosso futebol, era Nenem Prancha, um carioca botafoguense, já falecido como João, que por muitos anos cunhou frases para muita gente de pêso da imprensa brasileira.
Nenem dizia, que “o local mais infeliz de um campo de futebol, era aquele pedaço em que o goleiro fica: nem a grama conseguia ficar verde”. Uma outra do filósofo: “penalty é uma responsabilidade tão grande, que quem deveria bater seria o presidente do clube”.
Em uma decisão recente, o goleiro Felipe, do Corinthians, jovem promissor valor, foi carregado nos braços por sua torcida. As manchetes dos jornais e televisões, os comentários nas emissoras de rádio, convocavam o jogador para as próximas seleções do Brasil.
De repente, por ser humano e ter falhado, crucificam o jovem rapaz, que no lance do segundo gol do Sport Clube do Recife, na decisão da Copa doBrasil, tinha na sua frente um atacante, – se não me engano Enilton – que tomou a visão de Felipe e ocasionou o 2 x 0, placar que o time pernambucano precisava.
O torcedor, não enxerga outra coisa que não seja a vitória.